domingo, 6 de janeiro de 2013

Resenha Crítica - Filme Do que as Mulheres Gostam


O presente texto traz um resumo junto de uma interpretação sob a ótica da Gestão de Marketing do filme Do que as Mulheres Gostam (original What Women Want), apresentado no dia 06/12/2012 em sala de aula.


1.    Resumo.
           What Women Want, ou Do Que As Mulheres Gostam. Filme produzido e dirigido por Nancy Meyers tem como seu personagem principal Nick Marshall (Mel Gibson) e Darcy Maguire (Helen Hunt).
           Conhecido pelo sucesso entre o público feminino, diretor de criação na agencia de publicidade Sloane Curtis, Nick sabe bem como usar o marketing a seu favor em cada segundo do seu dia a dia.
           Pela necessidade de adequação ao público alvo, a agencia de publicidade Sloane Curtis se vê obrigada a contratar Darcy Maguire (Helen Hunt) como diretora de criação, pela falta de conhecimento de Nick da alma feminina – conhecimento esse indispensável para o andamento da agência – apesar do aparente profundo conhecimento de Nick sobre as mulheres, a agência precisava ir mais fundo.
           É nesse momento que Nick se vê obrigado a entender o que as mulheres gostam após a proposição, por parte de Darcy, de uma atividade entre a diretoria da empresa. A partir daí a história começa seu desenvolvimento, quando Nick sofre um acidente na banheira com um secador de cabelos – na tentativa de pensar como se fosse mulher – e a partir do desastre passa a ouvir os pensamentos de todas as mulheres à sua volta.
           “Se sabe do que as mulheres gostam, você pode mandar” – é com essa frase da psicóloga que Nick decide usar seu novo dom a seu favor. Não só na vida profissional, mas também na pessoal. Passou a frequentar lugares com maior presença feminina a fim de anotar seus pensamentos para posteriormente usá-los numa estratégia de marketing.
           What a girl wants, what a girl needs – é com as frases dessa música que Nick passa pela transição entre “adorar saber o que as mulheres pensam” e “detestar ouvir algumas coisas”, quando a filha compra a roupa que usaria na formatura e deixa bem claro – não só em palavras, mas também em pensamentos – que a ausência do pai e a futilidade em todos os relacionamentos dele era frustrante.
           Darcy acaba sendo demitida, pois a agencia em que eles trabalham imaginam que todas as ideias apresentadas por Nick são única e exclusivamente dele, portanto Darcy não seria mais necessária no processo criativo.
           O “dom” de ouvir os pensamentos das mulheres acaba num dia chuvoso, quando ele vai até a casa da garota que entrega as pastas, Lola (Marisa Tomei), para impedi-la de cometer suicídio e um transformador é atingido por um raio próximo a ele.
           Nick e Darcy ficam juntos, mas não são dados muitos detalhes sobre o desenrolar do romance do casal.
           Mesmo não podendo mais ouvir os pensamentos das mulheres, Nick continuou sua mudança pessoal na tentativa de fazê-lo, na tentativa de entender o que as mulheres gostam.
          
2.    Interpretação no Marketing.
           É preciso conhecer como o seu público alvo pensa. Mesmo que não tão literalmente quanto Nick em Do Que As Mulheres Gostam. Existem diversos meios de faze-lo sem ser eletrocutado num acidente com o secador de cabelo ou com qualquer outro acidente do tipo. Existe a pesquisa de mercado – que pode ser feita desde o conhecimento pessoal dos colaboradores envolvidos no processo criativo até todo o procedimento debriefing com todas as particularidades estudadas ao longo do semestre.
           Trabalho em equipe também é sempre indispensável, mesmo que sem saber o que o companheiro de equipe pensa exatamente. Tentar entende-lo para que caminhem juntos é regra em qualquer tipo de trabalho, em qualquer área – especialmente em marketing, onde tudo o tempo todo deve estar bem entrelaçado.
           A propaganda das empresas em geral é milimetricamente planejada, mas através desse filme é possível ver o processo criativo da propaganda numa agência de propaganda – de uma grande cidade, com grandes concorrentes – o que acaba deixando todo o planejamento ainda mais milimétrico. Desde a posição dos elementos textuais e de imagem no layout até o que cada um desses elementos pode transmitir ao receptor.
Assim, o “saber o que o consumidor pensa” é imprescindível – mesmo que na vida real não seja literalmente.

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